segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
domingo, 13 de Dezembro de 2009
Tributo a Zeca | Auditório do Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto | dia 11 de Dezembro
Guilhermino Monteiro e Octávio Silva falaram da música de José Afonso no Clube Literário do Porto - "Uma vontade de música"
sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
Convite
Caras e caros abrilistas e amigos:
A Associação Abril, como subscritora do projecto "80 anos de Zeca" da AJA Norte e respondendo ao lema do seu plano de actividades para o próximo biénio, "A Cultura do Desassossego", vai organizar uma actividade à volta desta incontornável personalidade que, mais do que ninguém, cultivou uma desassossegada forma de estar na vida.
A sua enorme inquietude, espírito de solidariedade e amor pela liberdade colocaram-no sempre ao lado dos desprotegidos, dos que não tinham voz e por isso utilizou a cantiga como arma para despertar consciências, denunciar injustiças, provocar a reflexão e conquistar assim pessoas para o seu ideal de um mundo mais justo e solidário.
Com este encontro queremos homenagear o enorme talento do cantautor mas também o homem de grande humanidade que partiu tão cedo do nosso convívio. Juntaremos amigos, companheiros de estrada e admiradores do Zeca num especial momento de convívio e partilharemos testemunhos, música, poesia e tudo o mais que a amizade e a saudade despertarem em nós.
Para tal propomos que participem num Jantar de Convívio, em jeito de tertúlia, no dia 18 DE DEZEMBRO, na Colectividade ADICENSE, na Rua de S. Pedro, nº 20 (Junto ao Museu do Fado, primeira rua à esquerda, prédio com portas vermelhas, logo no inicio da rua).
Estarão disponíveis para venda discos do Zeca e de tributo à sua memória, livros, posters e pins. Poderão constituir excelentes prendas de Natal e ajudarão a conservar a sua memória entre os jovens e aqueles que menos o conhecem.
Já dirigimos o convite a cantores e amigos destas andanças tendo tido a confirmação da presença de Adelino Gomes, Diana Andringa, Camilo Motágua, Francisco Fanhais, Helder Costa, Janita Salomé, José Carlos de Vasconcelos, José Fanha, Luanda Cozetti, Manuel Freire, Mário Tomé, Viriato Teles, Vitorino, entre outros, dos quais esperamos confirmação.
A Associação Abril, como subscritora do projecto "80 anos de Zeca" da AJA Norte e respondendo ao lema do seu plano de actividades para o próximo biénio, "A Cultura do Desassossego", vai organizar uma actividade à volta desta incontornável personalidade que, mais do que ninguém, cultivou uma desassossegada forma de estar na vida.
A sua enorme inquietude, espírito de solidariedade e amor pela liberdade colocaram-no sempre ao lado dos desprotegidos, dos que não tinham voz e por isso utilizou a cantiga como arma para despertar consciências, denunciar injustiças, provocar a reflexão e conquistar assim pessoas para o seu ideal de um mundo mais justo e solidário.
Com este encontro queremos homenagear o enorme talento do cantautor mas também o homem de grande humanidade que partiu tão cedo do nosso convívio. Juntaremos amigos, companheiros de estrada e admiradores do Zeca num especial momento de convívio e partilharemos testemunhos, música, poesia e tudo o mais que a amizade e a saudade despertarem em nós.
Para tal propomos que participem num Jantar de Convívio, em jeito de tertúlia, no dia 18 DE DEZEMBRO, na Colectividade ADICENSE, na Rua de S. Pedro, nº 20 (Junto ao Museu do Fado, primeira rua à esquerda, prédio com portas vermelhas, logo no inicio da rua).
Estarão disponíveis para venda discos do Zeca e de tributo à sua memória, livros, posters e pins. Poderão constituir excelentes prendas de Natal e ajudarão a conservar a sua memória entre os jovens e aqueles que menos o conhecem.
Já dirigimos o convite a cantores e amigos destas andanças tendo tido a confirmação da presença de Adelino Gomes, Diana Andringa, Camilo Motágua, Francisco Fanhais, Helder Costa, Janita Salomé, José Carlos de Vasconcelos, José Fanha, Luanda Cozetti, Manuel Freire, Mário Tomé, Viriato Teles, Vitorino, entre outros, dos quais esperamos confirmação.
O preço da inscrição para o Jantar será de 18 Euros
e a hora para o encontro às 20.00 horas.
Estamos certos de que apreciarão esta homenagem e o seu significado para a nossa Associação, pois constitui um contributo especial nas celebrações que durante todo o ano comemorativo tem vindo a relembrar o nosso grande cantor e a manter viva a sua presença entre nós.
Aguardamos a vossa adesão, e desejamos a todos Festas Felizes
A Presidente da Comissão Coordenadora
Guadalupe Magalhães Portelinha
PS - Solicitamos resposta até ao dia 16 de Dezembro, no máximo, para este email ou para alipiodefreitas@gmail.com, ou para tms. 966785119 / 962505797 (Alípio)
quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
domingo, 6 de Dezembro de 2009
Tributo a Zeca | Auditório do Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto | dia 11 de Dezembro
sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Zeca Afonso - Uma Vontade de Música
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Viriato Teles apresenta no Porto "As Voltas de um Andarilho"
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Depois de Lisboa, Viriato Teles, vai estar no próximo dia 5 de Dezembro na cidade do Porto, para apresentar a reedição do livro "As Voltas de um Andarilho - Fragmentos da vida e obra de José Afonso" (Assírio & Alvim, 2009). O médico e guitarrista Rui Pato, que foi o principal e mais regular acompanhante de José Afonso nos anos 60, estará presente nesta apresentação. O Portugal Rebelde esteve recentemente à conversa com Viriato Teles e revela-lhe agora em "Discurso Directo" algumas das razões da edição de "As Voltas de um Andarilho".
Leiam aqui a entrevista
Leiam aqui a entrevista
sábado, 28 de Novembro de 2009
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Foi assim "O Canto de Intervenção" no SINAPSA - Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (Porto)
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
sábado, 14 de Novembro de 2009
Encontro - Projecto "80 Anos de Zeca"
Tendo em conta que este é um projecto dinâmico ("80 Anos de Zeca") sempre aberto à PARTICIPAÇÃO de quem nele se queira integrar realiza-se no próximo dia 17 de Novembro, 3ª feira, às 21h 30, na Associação Cultural "A CADEIRA DE VAN GOGH", situada na Rua Morgado Mateus , n.º 41 (próximo do Campo 24 de Agosto em direcção à Praça dos Poveiros), no Porto, mais um encontro de subscritores do PROJECTO " 80 ANOS DE ZECA".
ABERTO A QUEM NELE QUEIRA PARTICIPAR.
APAREÇAM!
"É redutor dizer que o Zeca se resume a um cantor de intervenção" - diz Sérgio Godinho
Concluimps, hoje, a inclusão de uma série de seis vídeos - dois de cada vez - de um programa da RTP 2 sobre Zeca Afonso, passado em 2008, n' "As Noites da 2" e com o título específico "Especial Zeca Afonso".
Hoje incluimos os dois últimos vídeos.
Como já dissemos, trata-se de um trabalho bem realizado, em que ficam registos e depoimentos sobre a vida e a obra de uma figura tão fascinante como era (e é!) o nosso Zeca.
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
José Afonso

por vezes um herói faz-se a cantar
no espanto doce e leve
de iluminar a cidade
e recordar tempo à vida
em acordes de esperança
por vezes ele é a dança
é a razão encantada
de uma balada que abala
o torpor em contradança
por vezes ele é sorriso
ironia que desarma
o medo de arma em riste
sorriso que faz o triste
ser alegre de coragem
é a flauta encantada
é nau de outra viagem
que traz ao povo a alegria
de cantar em romaria
com bandeiras desfraldadas
bandeiras da paz - do pão
e do nome que ele tem
que um povo sem ter nome
pode bem morrer à fome
e há-de chamar-se Ninguém
cântico a Catarina
suor e sangue num grito
menina que o medo mata
e que o vermelho desata
nas papoilas da campina
ou lagos de breu no céu
bairro negro do menino
com olhos de estrela de alva
deixai-o que é pequenino
Zeca amigo está contigo
um povo desperdiçado
que se perde em triste fado
mas colhe em tua voz abrigo
seja a voz de quem trabalha
no som ritmado dos passos contra vampiros de palha
nascente em vila morena
que entre nós criou laços de saber quem mais ordena
de saber que vale a pena entrelaçar nossos braços
fazer da vida um poema
dourado em Maio maduro
dentro de um coração puro
cheio de vida para dar
... que por vezes um herói
também se faz a cantar.
- in Poemas de Menagem , de Jorge Castro
Nota dos editores do blogue:
Por razões técnicas, não nos foi possível manter o aspecto gráfico conforme o seu autor idealizou, pelo que pedimos a melhor compreensão dos leitores. Mesmo assim, colocamos em imagem digitalizada o poema escrito em papel, cujo aspecto revela as intenções estéticas do poeta quanto ao seu texto.
sábado, 7 de Novembro de 2009
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Despedida de Zeca Afonso aconteceu no Coliseu do Porto há 26 anos | Texto de Nuno Corvacho
Foto de Carlos Feixa
Coliseu do Porto, 25 de Maio de 1983
Muito se fala sobre o concerto que Zeca Afonso realizou em Janeiro de 1983, no Coliseu dos Recreios, e do qual a RTP fez uma gravação vídeo que é habitualmente recuperada na altura das comemorações do 25 de Abril, mas poucos decerto saberão que o cantor viria a actuar uns meses mais tarde, no Porto, naquela que seria, de facto, a sua despedida dos palcos. Sabe-se que, nesse mesmo ano, Zeca Afonso ainda deu a cara em alguns eventos informais em Coimbra (esse facto é, de resto, mencionado por Irene Flunser Pimentel na fotobiografia do cantor recentemente editada), de que chegou até a ser gravado um disco pirata. Mas o último grande concerto foi, sem dúvida, o do Coliseu do Porto, que aconteceu a 25 de Maio de 1983 perante uma sala esgotadíssima desde há cerca de dois meses.
Avelino Tavares, promotor musical da Mundo da Canção, foi a “alma mater” do evento e não tem dúvidas de que, depois disso, não mais Zeca Afonso voltou a apresentar-se em público. “Lembro-me até de, no dia seguinte ao concerto, ter ido levar o José Afonso e a Zélia [mulher dele] à estação de Campanhã porque ele ia a Coimbra receber a medalha de honra da cidade. E, na melhor das hipóteses, o que terá havido é uma festa de estudantes em que se terão cantado uns fados”, recorda.
Para o concerto do Porto, e por exigência do cantor, todos os bilhetes foram postos à venda ao mesmo preço: 500 escudos. A procura foi enorme, a ponto, de, na altura, ter crescido o boato infundado de que haveria ingressos a serem “vendidos à mesa do café”.
“Algo de imperdível acontecera”
Durante o espectáculo, viveu-se no Coliseu uma “atmosfera emocional intensa”, que Tavares compara com a de Lisboa quatro meses antes: “Porventura com menos folclore, mas mais denso e sentido”. Paulo Esperança, que preside hoje ao Núcleo Regional do Norte da Associação José Afonso, também lá estava nessa noite única. Recorda-se de o concerto, que acabou por ser uma espécie de retrospectiva da carreira do can-tor, ter terminado com a “Grândola Vila Morena” e de, já na rua, as pessoas regressarem a entoar em coro canções do reportório de Zeca Afonso. “Nenhum de nós sabia se aquele viria a ser o último concerto. Mas todos tínhamos consciência de que algo de imperdível se passara”, conta Paulo Esperança. O cantor já estava bastante debilitado (eram já claros os sinais da doença neuro-degenerativa que viria a vitimá-lo, quatro anos depois), precisou de sentar-se com alguma frequência e, para alguns coros, contou com o apoio de Sérgio Mestre, um seu habitual cúmplice. E também lá estiveram dois amigos da canção coimbrã, mais uma prova, para Avelino Tavares, de que não houve nenhum concerto em Coimbra, “caso contrário eles nunca teriam vindo cá de propósito”.
Autógrafos frustrados
Aliás, foi o estado de saúde do cantor que levou, na altura, Avelino a travar algo que já planeara: “No dia 26, fomos almoçar a um restaurante na Ribeira, com o Fanhais e outros músicos, e eu levava um saco com os LP’s todos que eu tinha dele para me autografar. Eram muitos os discos que havia para assinar e, ao ver como ele já estava, acabei por desistir. Senti que tinha de ter respeito por ele”.
Avelino Tavares chegou a ver Zeca Afonso, ao vivo, na Escola Infante D. Henrique, ainda antes do 25 de Abril, e esteve presente, no lendário concerto realizado sob alta vigilância da PIDE e que reuniu vários cantores de intervenção no Coliseu de Lisboa, em Março de 1974, quando já se pressentia o apodrecimento definitivo do Estado Novo.
Mas foi na revista “Mundo da Canção”, de que foi director e cujo primeiro número saiu em Dezembro de 1969, que Avelino Tavares mais tentou promover José Afonso, publicando-lhes as letras, bem como as de outros cantores igualmente comprometidos. Foi dele a primeira capa a cores da MC, correspondente ao número 12 (Novembro de 1970). Mais tarde, o cantor viria de novo a surgir na capa da revista, precisamente em Fevereiro de 1975, na esteira do lançamento do álbum “Coro dos Tribunais”.
Depois de muitos meses a iludir a censura com páginas em que textos de conteúdo mais político dividiam espaço com “anúncios pirosos” a depilatórios e calças de terylene, a revista acabou mesmo por ser apreendida quando saiu o número 34, por causa da existência de um suplemento dedicado às novas músicas. Só depois da revolução Avelino Tavares viria a conseguir repor em circulação os malfadados exemplares. Uma aventura editorial que durou até Junho de 1985, sempre sob a aura inspiradora de José Afonso: “Nós vamos todos desaparecer, mas ele vai ficar”.
CORRECÇÃO: Paulo Esperança pertence à direcção da Associação José Afonso e é membro do seu “núcleo do norte”. Não é “presidente” de qualquer “núcleo regional”.
Avelino Tavares, promotor musical da Mundo da Canção, foi a “alma mater” do evento e não tem dúvidas de que, depois disso, não mais Zeca Afonso voltou a apresentar-se em público. “Lembro-me até de, no dia seguinte ao concerto, ter ido levar o José Afonso e a Zélia [mulher dele] à estação de Campanhã porque ele ia a Coimbra receber a medalha de honra da cidade. E, na melhor das hipóteses, o que terá havido é uma festa de estudantes em que se terão cantado uns fados”, recorda.
Para o concerto do Porto, e por exigência do cantor, todos os bilhetes foram postos à venda ao mesmo preço: 500 escudos. A procura foi enorme, a ponto, de, na altura, ter crescido o boato infundado de que haveria ingressos a serem “vendidos à mesa do café”.
“Algo de imperdível acontecera”
Durante o espectáculo, viveu-se no Coliseu uma “atmosfera emocional intensa”, que Tavares compara com a de Lisboa quatro meses antes: “Porventura com menos folclore, mas mais denso e sentido”. Paulo Esperança, que preside hoje ao Núcleo Regional do Norte da Associação José Afonso, também lá estava nessa noite única. Recorda-se de o concerto, que acabou por ser uma espécie de retrospectiva da carreira do can-tor, ter terminado com a “Grândola Vila Morena” e de, já na rua, as pessoas regressarem a entoar em coro canções do reportório de Zeca Afonso. “Nenhum de nós sabia se aquele viria a ser o último concerto. Mas todos tínhamos consciência de que algo de imperdível se passara”, conta Paulo Esperança. O cantor já estava bastante debilitado (eram já claros os sinais da doença neuro-degenerativa que viria a vitimá-lo, quatro anos depois), precisou de sentar-se com alguma frequência e, para alguns coros, contou com o apoio de Sérgio Mestre, um seu habitual cúmplice. E também lá estiveram dois amigos da canção coimbrã, mais uma prova, para Avelino Tavares, de que não houve nenhum concerto em Coimbra, “caso contrário eles nunca teriam vindo cá de propósito”.
Autógrafos frustrados
Aliás, foi o estado de saúde do cantor que levou, na altura, Avelino a travar algo que já planeara: “No dia 26, fomos almoçar a um restaurante na Ribeira, com o Fanhais e outros músicos, e eu levava um saco com os LP’s todos que eu tinha dele para me autografar. Eram muitos os discos que havia para assinar e, ao ver como ele já estava, acabei por desistir. Senti que tinha de ter respeito por ele”.
Avelino Tavares chegou a ver Zeca Afonso, ao vivo, na Escola Infante D. Henrique, ainda antes do 25 de Abril, e esteve presente, no lendário concerto realizado sob alta vigilância da PIDE e que reuniu vários cantores de intervenção no Coliseu de Lisboa, em Março de 1974, quando já se pressentia o apodrecimento definitivo do Estado Novo.
Mas foi na revista “Mundo da Canção”, de que foi director e cujo primeiro número saiu em Dezembro de 1969, que Avelino Tavares mais tentou promover José Afonso, publicando-lhes as letras, bem como as de outros cantores igualmente comprometidos. Foi dele a primeira capa a cores da MC, correspondente ao número 12 (Novembro de 1970). Mais tarde, o cantor viria de novo a surgir na capa da revista, precisamente em Fevereiro de 1975, na esteira do lançamento do álbum “Coro dos Tribunais”.
Depois de muitos meses a iludir a censura com páginas em que textos de conteúdo mais político dividiam espaço com “anúncios pirosos” a depilatórios e calças de terylene, a revista acabou mesmo por ser apreendida quando saiu o número 34, por causa da existência de um suplemento dedicado às novas músicas. Só depois da revolução Avelino Tavares viria a conseguir repor em circulação os malfadados exemplares. Uma aventura editorial que durou até Junho de 1985, sempre sob a aura inspiradora de José Afonso: “Nós vamos todos desaparecer, mas ele vai ficar”.
CORRECÇÃO: Paulo Esperança pertence à direcção da Associação José Afonso e é membro do seu “núcleo do norte”. Não é “presidente” de qualquer “núcleo regional”.
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
"Zeca sempre foi de uma modernidade surpreendente" - refere Sérgio Godinho
Prosseguimos, hoje, a inclusão de uma série de seis vídeos - dois de cada vez - de um programa da RTP 2 sobre Zeca Afonso, passado em 2008, n' "As Noites da 2" e com o título específico "Especial Zeca Afonso". Hoje incluímos o terceiro e o quarto vídeo.
É trabalho bem realizado, em que ficam registos e depoimentos sobre a vida e a obra de uma figura tão fascinante como era (é!) o nosso Zeca.
Façam o favor de saborear!
É trabalho bem realizado, em que ficam registos e depoimentos sobre a vida e a obra de uma figura tão fascinante como era (é!) o nosso Zeca.
Façam o favor de saborear!
A gentalha traz os amigos do zeca ao pichel | 6 de Novembro

Esperamos ver-vos!
6 de novembro 21h30 Rua Santa Clara, 21
Santiago de Compostela, Galiza
Na virada (Galiza)
José Pumar (Galiza)
Uxia Senlle (Galiza)
Luís Almeida (Portugal)
Estarám connosco Xico de Carinho, Benedito, Antom Labranha, Juan Guitián e Arturo Reguera.
Haverá petiscos.
Venda antecipada no Pichel (aforo limitado)
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Tributo ao Zeca Afonso | Poema de Adelaide Graça
Sopra o vento pelas praias do mar
Mar de mar
O poema solta-se do cárcere em voo de gaivota
Zeca:
Viemos mais cinco
A música tem o gosto colado das Astúrias
Trouxe outro amigo também. E ainda outro e mais outro…
Viemos muitos mais
O Coro dos tribunais
E, às voltas, como um andarilho
Andamos ainda, vê bem, à procura de quem pintou
este maduro Maio
Ah, mas eu vou ser como a toupeira Fura Fura
Trilharei Portugal
Rasgarei Angola e Moçambique
E se um dia voltar a nascer que seja num moliceiro
Ao teu encontro
Como galinha-do-mato
No gosto verde dos campos
O cheiro rosado das amoras…
Sorvendo-te
Inalando-te
Eu, uma cachopa. Enamorada
Toda enamorada!
Descalça das minhas tamanquinhas, o vestido no regaço
É apenas um salto entre duas rias na barquinha d’Aladim
Entre terras e muralhas, noites e alvoradas, esta mulher lá do Minho
das sete que te fadaram.
Que seja mais um poema o filho da madrugada
O poema sobre quem ainda sopra o vento
do canavial
Solta-se o tempo!
As pétalas escrevem-te na pauta dos sentidos. Estás aí
No vento que foi
Entre o sol e a lua
E na Fuzeta a noite nua. Toda nua: Achega-te a mim
Sou a tua Maruxa.
Nas azenhas a serenata proibida. És tu
Em Vilar de Mouros.
No “Cantar de Emigração” de Rosalía de Castro
E o teu nome escrito. Em Santiago
Nas vilas morenas à espera de serem Grândolas
No vento que ainda não veio
Que se cale a cabra dos doutores na hora das baladas
e canções.
E não me obriguem vir para a rua gritar:
- Venham enlaçados de mãos dadas semear o amor –
Maçaroca, milho verde nas margens deste rio que é pai
Galiza pátria.
Adelaide Graça
Tributo ao Zeca Afonso
Vigo (Verbum) 21/05/2009
Mar de mar
O poema solta-se do cárcere em voo de gaivota
Zeca:
Viemos mais cinco
A música tem o gosto colado das Astúrias
Trouxe outro amigo também. E ainda outro e mais outro…
Viemos muitos mais
O Coro dos tribunais
E, às voltas, como um andarilho
Andamos ainda, vê bem, à procura de quem pintou
este maduro Maio
Ah, mas eu vou ser como a toupeira Fura Fura
Trilharei Portugal
Rasgarei Angola e Moçambique
E se um dia voltar a nascer que seja num moliceiro
Ao teu encontro
Como galinha-do-mato
No gosto verde dos campos
O cheiro rosado das amoras…
Sorvendo-te
Inalando-te
Eu, uma cachopa. Enamorada
Toda enamorada!
Descalça das minhas tamanquinhas, o vestido no regaço
É apenas um salto entre duas rias na barquinha d’Aladim
Entre terras e muralhas, noites e alvoradas, esta mulher lá do Minho
das sete que te fadaram.
Que seja mais um poema o filho da madrugada
O poema sobre quem ainda sopra o vento
do canavial
Solta-se o tempo!
As pétalas escrevem-te na pauta dos sentidos. Estás aí
No vento que foi
Entre o sol e a lua
E na Fuzeta a noite nua. Toda nua: Achega-te a mim
Sou a tua Maruxa.
Nas azenhas a serenata proibida. És tu
Em Vilar de Mouros.
No “Cantar de Emigração” de Rosalía de Castro
E o teu nome escrito. Em Santiago
Nas vilas morenas à espera de serem Grândolas
No vento que ainda não veio
Que se cale a cabra dos doutores na hora das baladas
e canções.
E não me obriguem vir para a rua gritar:
- Venham enlaçados de mãos dadas semear o amor –
Maçaroca, milho verde nas margens deste rio que é pai
Galiza pátria.
Adelaide Graça
Tributo ao Zeca Afonso
Vigo (Verbum) 21/05/2009
domingo, 1 de Novembro de 2009
Reunião
REUNIÃO DE ENTIDADES SUBSCRITORAS DO PROJECTO "80 ANOS DE ZECA"
DIA 3 DE NOVEMBRO, 3ª FEIRA, 21H 30M,
DIA 3 DE NOVEMBRO, 3ª FEIRA, 21H 30M,
SINDICATO DOS PROFESSORES DO NORTE,
RUA D. MANUEL II, EDIFICIO CRISTAL PALACE,
FRENTE AO MUSEU SOARES DOS REIS, PORTO.
(ABERTA A QUEM QUISER PARTICIPAR).
(ABERTA A QUEM QUISER PARTICIPAR).
sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Carta de Pedro Barroso
Amigos:
Como velho companheiro do Zeca aprendi muito com ele, desde a opinião, ao estar em palco, ao ritmo, ao modo de pensar a arte e a vida, até a propria humildade.
Teria centenas de histórias a contar-vos dessa vivência e ainda hoje dou por mim perguntando - que será o que Zeca acha disto?
Esqueço pouco no dia a dia que, afinal, ele já foi, porque, no fundo, ele nunca vai partir de nós todos.
Se me perguntarem a referência, a geração, o tipo de canção, o ícone de minha juventude, o paradigma da resistência e da liberdade...a resposta será sempre a mesma - o Zeca.
Exemplo de homem sincero, simples, excepcionalmente inteligente e antecipado no tempo, um homem amigo do seu amigo, irónico, solidário; companheiro de sempre com quem tive o previlégio, primeiro, de o admirar, e depois, de vir a estar tantas vezes em palco com ele.
Por isso subscrevo e estou ao dispor, dentro dos meus compromissos já agendados, para as acções que evocarem os 80 anos desse homem tão importante na minha vida.
Pedro Barroso
http://www.pedrobarroso.com/
Como velho companheiro do Zeca aprendi muito com ele, desde a opinião, ao estar em palco, ao ritmo, ao modo de pensar a arte e a vida, até a propria humildade.
Teria centenas de histórias a contar-vos dessa vivência e ainda hoje dou por mim perguntando - que será o que Zeca acha disto?
Esqueço pouco no dia a dia que, afinal, ele já foi, porque, no fundo, ele nunca vai partir de nós todos.
Se me perguntarem a referência, a geração, o tipo de canção, o ícone de minha juventude, o paradigma da resistência e da liberdade...a resposta será sempre a mesma - o Zeca.
Exemplo de homem sincero, simples, excepcionalmente inteligente e antecipado no tempo, um homem amigo do seu amigo, irónico, solidário; companheiro de sempre com quem tive o previlégio, primeiro, de o admirar, e depois, de vir a estar tantas vezes em palco com ele.
Por isso subscrevo e estou ao dispor, dentro dos meus compromissos já agendados, para as acções que evocarem os 80 anos desse homem tão importante na minha vida.
Pedro Barroso
http://www.pedrobarroso.com/
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Vila Nova de Gaia demostra a vixencia da mensaxe de Zeca Afonso
Máis dun cento de colectivos galegos e portugueses uníronse para pór en marcha o proxecto 80 anos de Zeca Afonso. Ata o 1 de agosto de 2010 desenvolveranse toda unha serie de variadas actividades que contan co obxectivo común de homenaxear ao cantautor portugués. Unha desas propostas celebrarase a vindeira semana, o venres 6 de novembro, en Vilanova de Gaia, onde actuarán os músicos José Luís Guimares, José Silva, Tino Flores e Ana Ribeiro. Esta última artista pasou polos micrófonos de Radiofusiòn e destacou que “as mensaxes do Zeca son cada vez máis importantes”.
Segundo as palabras de Ana Ribeiro, ao tributo do día 6 acáelle mellor a denominación de “sesión de intervención” que a de “concerto”. Parafraseando a José Mário Branco, a cantante portuguesa defendeu en Radiofusiòn que “a cantiga é unha arma” e, como tal, conta cun gran poder de mobilización social.
O programa 80 anos de Zeca Afonso atópase aberto á participación. Todos aqueles colectivos que queiran adherirse ao proxecto ou promover iniciativas relacionadas co cantautor portugués poden facelo a través do blog http://80anosdezeca.blogspot.com.
Ouvir a entrevista através do link do blogue da Associação José Afonso (clique aqui)
Segundo as palabras de Ana Ribeiro, ao tributo do día 6 acáelle mellor a denominación de “sesión de intervención” que a de “concerto”. Parafraseando a José Mário Branco, a cantante portuguesa defendeu en Radiofusiòn que “a cantiga é unha arma” e, como tal, conta cun gran poder de mobilización social.
O programa 80 anos de Zeca Afonso atópase aberto á participación. Todos aqueles colectivos que queiran adherirse ao proxecto ou promover iniciativas relacionadas co cantautor portugués poden facelo a través do blog http://80anosdezeca.blogspot.com.
Ouvir a entrevista através do link do blogue da Associação José Afonso (clique aqui)
domingo, 25 de Outubro de 2009
Audição: "Dançando Zeca" 80 Anos de Movimento - Aveiro
Desde há muito que desejo trabalhar em torno da música de José Afonso. O que me atrai na sua obra é a multiplicidade de universos musicais que abrange: do fado ao canto popular. Isso abre-me várias possibilidades ao nível da coreografia e da encenação. José Afonso é uma personagem controversa, mas esse é mais um factor de atracção, pois as minhas coreografias também têm suscitado polémicas.
A comemoração do octogésimo aniversário do nascimento de José Afonso será o meomento de levar a cabo um projecto que ganhou pernas com o desafio lançado pelo Eduardo, numa mesa de café em Aveiro. Unimo-nos ambos em torno desse ícone Português, e no espírito da canção “traz um amigo também”, a Produções Aleatórias uniu-se a Tempos e Eventos. Eduardo e Cristina deram os primeiros passos para a concretização desta ideia que já me habitava.
Este projecto porá em ressonância o hip-hop, a encenação contemporânea, as artes de rua e a música de José Afonso, além de ser um momento de encontro entre França e Portugal, permitindo a partilha de duas visões da dança e favorecendo o sempre frutuoso intercâmbio cultural.
O trabalho será realizado com base na vida e obra de José Afonso e será levado a cabo por mim, na qualidade de coreógrafo e por dois bailarinos franceses que serão também assistentes da coreografia. Serão feitas audições a bailarinos portugueses de modo a encontrar quatro ou cinco que integrem o projecto a desenvolver colectivamente. Haverá ainda master classes técnicas e artísticas abertas ao público e aos estudantes e professores de música de Aveiro.
O resultado final, que constituirá a primeira parte de um projecto maior intitulado Água Salgada, será apresentado sob a forma de espectáculo em vários espaços.
Com a Produções Aleatórias, a Tempos e Eventos e outros “amigos também”, seremos muitos, unidos pela arte, a prestar a tão merecida homenagem a Zeca Afonso.
A comemoração do octogésimo aniversário do nascimento de José Afonso será o meomento de levar a cabo um projecto que ganhou pernas com o desafio lançado pelo Eduardo, numa mesa de café em Aveiro. Unimo-nos ambos em torno desse ícone Português, e no espírito da canção “traz um amigo também”, a Produções Aleatórias uniu-se a Tempos e Eventos. Eduardo e Cristina deram os primeiros passos para a concretização desta ideia que já me habitava.
Este projecto porá em ressonância o hip-hop, a encenação contemporânea, as artes de rua e a música de José Afonso, além de ser um momento de encontro entre França e Portugal, permitindo a partilha de duas visões da dança e favorecendo o sempre frutuoso intercâmbio cultural.
O trabalho será realizado com base na vida e obra de José Afonso e será levado a cabo por mim, na qualidade de coreógrafo e por dois bailarinos franceses que serão também assistentes da coreografia. Serão feitas audições a bailarinos portugueses de modo a encontrar quatro ou cinco que integrem o projecto a desenvolver colectivamente. Haverá ainda master classes técnicas e artísticas abertas ao público e aos estudantes e professores de música de Aveiro.
O resultado final, que constituirá a primeira parte de um projecto maior intitulado Água Salgada, será apresentado sob a forma de espectáculo em vários espaços.
Com a Produções Aleatórias, a Tempos e Eventos e outros “amigos também”, seremos muitos, unidos pela arte, a prestar a tão merecida homenagem a Zeca Afonso.
Alcides Valente
Tirado daqui: coffeepaste
Tirado daqui: coffeepaste
"Rota das Noites do Zeca", foi na 5.ª feira
Rota das Noites do Zeca
Música e Poesia
Livraria, Atelier de Design, Café-bar,
Música e Poesia
Livraria, Atelier de Design, Café-bar,
GATO VADIO
Rua do Rosário, 281 – Porto
Telefone: 22 2026016
E-mail: gatovadio.livraria@gmail.com
Org. AJA Norte, Gato Vadio,
Império da Girafa " 80 Anos de Zeca "
sábado, 24 de Outubro de 2009
"Eu sou o meu próprio comité central"
Iniciamos hoje a inclusão de uma série de seis vídeos - dois de cada vez - de um programa da RTP 2 sobre Zeca Afonso, passado em 2008, n' "As Noites da 2" e com o título específico "Especial Zeca Afonso".
É trabalho bem realizado, em que ficam registos e depoimentos sobre a vida e a obra de uma figura tão fascinante como era (é!) o nosso Zeca.
Vale a pena ver e ouvir.
sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
Carta das Astúrias, de Santiago Cuervo
Hola.
En primer lugar quiero felicitaros por esta excelente iniciativa, que homenajea y reivindica la figura de Zeca, por el que siento tanta admiración.
Os escribo desde Asturies para comunicaros mi intención de sumarme a este hermoso proyecto, desde el programa de radio que dirijo " Repicandu", en Onda Peñes, una pequeña emisora local situada en la localidad de Luanco que representa a la Mancomunidad del Cabo Peñas, conformada por los concejo de Gozón y Carreño.
Desde mi modesto programa que hago de forma amateur y desinteresada, con el único interés de dar a conocer la música tradicional y folk, tan necesitada de espacios en los medios de comunicación, deseo dar a conocer la obra y la figura de José Afonso al que considero uno de los cantores y músicos populares más grandes de la historia. Por ello, y con la intención de aportar un granito de arena a este proyecto, desde las limitadas posibilidades de una emisora local,- que aunque emite por internet y llega al menos a la mitad de la población de la Comunidad Autónoma Asturiana, es una pequeña radio-,he incluido una sección fija en Repicandu dedicada a Zeca, que aunque no llegará a Agosto de 2010, lo hará hasta Junio, cuando cambie la programación y comience la de verano, estación en la que Repicandu se toma vacaciones.
Como os he dicho el programa lo hago de forma aficionada, ya que sólo es un hobby para mí, y la música popular una pasión,- al igual que Portugal, donde suelo ir siempre que puedo al menos una vez al año, aunque sea de fin de semana-, me dedico a otros menesteres para ganarme el pan, por lo que el programa se emite quincenalmente.
Repicandu se escucha en internet en http://www.gaxarte.com/, en la sección fonoteca se puede escuchar durante la emisión o en cualquier otro momento además se puede descargar.
El programa se hace en Asturiano que es la lengua de esta tierra y hermana del Mirandés.
Me despido con un saludo fraternal y la enhorabuena por el proyecto.
¡ VIVA JOSE AFONSO!
Salud
En primer lugar quiero felicitaros por esta excelente iniciativa, que homenajea y reivindica la figura de Zeca, por el que siento tanta admiración.
Os escribo desde Asturies para comunicaros mi intención de sumarme a este hermoso proyecto, desde el programa de radio que dirijo " Repicandu", en Onda Peñes, una pequeña emisora local situada en la localidad de Luanco que representa a la Mancomunidad del Cabo Peñas, conformada por los concejo de Gozón y Carreño.
Desde mi modesto programa que hago de forma amateur y desinteresada, con el único interés de dar a conocer la música tradicional y folk, tan necesitada de espacios en los medios de comunicación, deseo dar a conocer la obra y la figura de José Afonso al que considero uno de los cantores y músicos populares más grandes de la historia. Por ello, y con la intención de aportar un granito de arena a este proyecto, desde las limitadas posibilidades de una emisora local,- que aunque emite por internet y llega al menos a la mitad de la población de la Comunidad Autónoma Asturiana, es una pequeña radio-,he incluido una sección fija en Repicandu dedicada a Zeca, que aunque no llegará a Agosto de 2010, lo hará hasta Junio, cuando cambie la programación y comience la de verano, estación en la que Repicandu se toma vacaciones.
Como os he dicho el programa lo hago de forma aficionada, ya que sólo es un hobby para mí, y la música popular una pasión,- al igual que Portugal, donde suelo ir siempre que puedo al menos una vez al año, aunque sea de fin de semana-, me dedico a otros menesteres para ganarme el pan, por lo que el programa se emite quincenalmente.
Repicandu se escucha en internet en http://www.gaxarte.com/, en la sección fonoteca se puede escuchar durante la emisión o en cualquier otro momento además se puede descargar.
El programa se hace en Asturiano que es la lengua de esta tierra y hermana del Mirandés.
Me despido con un saludo fraternal y la enhorabuena por el proyecto.
¡ VIVA JOSE AFONSO!
Salud
Santiago Cuervo
quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Texto escrito em mirandês
Canta, que n'aide t'afronta
Miu armano, arrimado a dous anhos apuis de haber ido a salto, bieno de França ende por 1968. Stá eiqui stá a fazer quarenta anhos. Era un tiempo an que ls suonhos se dezien an francés i l mais grande einfierno se chamaba Guerra de l Oultramar, que solo algo apuis daprendi que era ua guerra quelonial. Quien stubira fuora i nun benisse a apersentar-se pa la guerra era dado cumo zertor i lhougo preso s’atentasse a poner pie na sue tierra. Stranha pátria que ampuntaba ls sous filhos pul mundo a saber de la bida i los oubrigaba a benir para s’antregáren a ua guerra que naide antendie para que serbie i de que se scapaba quien podie. Un tiempo de bergonha, assi me lhembro del.
Bieno miu armano, i todo quanto trouxo cun el de França fui ua bicicleta de mudanças, un giradiscos i arrimado a ua dúzia de discos. Agosto corrie, marralheiro, yá cula trilha feita, i sobraba l tiempo para oubir aqueilhas modas a que ls mius oubidos nunca habien podido chegar. Nien sei cumo l disco nun se gastou d’oubir tanta beç «Os Vampiros», «Menino do Bairro Negro» i «No lago do Breu», modas dun tal José Afonso, de que nunca oubira falar. Un die, l disco scachou-se, mas las músicas yá las habie grabado de las cantar tanta beç. Assi i todo, solo le tornei a oubir la boç yá an 1972, nua Bergança que abafaba. Un amigo habie arranjado un disco chamado «Cantigas do Maio»: habie que oubir a las scundidas, l sonido baixico para que nun chegara a la rue. Apuis, apuis fui até siempre, inda agora cumpanhie, nunca cansada, de las lhargas biaijes de Lisboa a Sendin i a Bila Rial.
Anquanto asperaba oubir la Grândola Vila Morena, na madrugaga de 25 de Abril de 1974, ne l Depósito Geral de Adidos, tenie un nuolo tan fuorte que nun sabie an que parte de l cuorpo se me habie dado. Apuis, fui un arrebento, cumo ua nuite de foguetes de lhágrimas, cumo se aquel que «Era um Redondo Vocábulo», argolha dua cadena, se houbira spartiçado. Solo apuis dessa nuoba era lo oubi cantar algues bezes de biba boç i fui coincendo toda la sue música por uns lhados i por outros, yá que nien denheiro tenie para giradiscos i essas cousas. Tube inda que asperar muito anho para ajuntar la coleçon de las sues músicas, que cuntino a oubir nua ruodra que bai demudando.
Cun el tamien daprendi a dar balor a modas que oubie zde pequeinho, anque an mirandés, cumo aquel «Dius te guarde Rosa, / Lindo Çarafin, / Linda pastorica, / Que fazes eiqui?». I doutras nun falo, que gusto mais de oubir i, al mesmo tiempo que oubo, ir bendo ls cinemas an que ls sonidos se zróban andrento. Nun sei porquei, mas hai palabras, hai sonidos que se buolben quelobrinas de cada beç que las oubo. Nun adelantra ua pessona querer antender essas cousas, bonda oubir. I pensar, mais ua beç, que ciertas pessonas nunca se habien de morrer.
Un die, bai a fazer binte anhos este Febreiro, staba a oubir l telejornal i pónen aqueilha moda d’Outonho que manda calhar fuontes i chorar ribeiras i todo, «que eu não volto a cantar». Tamien ende you le pedi algue auga a las ribeiras i me calhei cumo las fuontes. Era 1986 i la mie bida staba a dar un bolco cumo ua campana, nun fuolego que inda mal daba seinhas d’agarrar un nuobo baláncio. Nun me dou la gana d’ir al antierro, para quedar cula eilusion de que nun se habie muorto i nun deixara de ser l que siempre fura, ua ambuça de sonidos que se sórben. Até hoije el cuntina-me a cantar, siempre cumo se fura la purmeira beç. Quando oubo las sues modas, mais do que de José Afonso, lhembra-se-me de mi. Ye ua música que m’ampurra acontra mi, zde aquel Agosto marralheiro de 1968. Nó cun suidades, mas cun gana de hoije, i de cuntinar a sonhar cun ua tierra de fraternidade. Cun música que faga bolar, nien que seia solo a cachicos, que ye un modo de un nun se sabarrar tanto ne ls tropieços de l camino.
Amadeu Ferreira (2007)
Retirado do sítio da Associação José Afonso
Miu armano, arrimado a dous anhos apuis de haber ido a salto, bieno de França ende por 1968. Stá eiqui stá a fazer quarenta anhos. Era un tiempo an que ls suonhos se dezien an francés i l mais grande einfierno se chamaba Guerra de l Oultramar, que solo algo apuis daprendi que era ua guerra quelonial. Quien stubira fuora i nun benisse a apersentar-se pa la guerra era dado cumo zertor i lhougo preso s’atentasse a poner pie na sue tierra. Stranha pátria que ampuntaba ls sous filhos pul mundo a saber de la bida i los oubrigaba a benir para s’antregáren a ua guerra que naide antendie para que serbie i de que se scapaba quien podie. Un tiempo de bergonha, assi me lhembro del.
Bieno miu armano, i todo quanto trouxo cun el de França fui ua bicicleta de mudanças, un giradiscos i arrimado a ua dúzia de discos. Agosto corrie, marralheiro, yá cula trilha feita, i sobraba l tiempo para oubir aqueilhas modas a que ls mius oubidos nunca habien podido chegar. Nien sei cumo l disco nun se gastou d’oubir tanta beç «Os Vampiros», «Menino do Bairro Negro» i «No lago do Breu», modas dun tal José Afonso, de que nunca oubira falar. Un die, l disco scachou-se, mas las músicas yá las habie grabado de las cantar tanta beç. Assi i todo, solo le tornei a oubir la boç yá an 1972, nua Bergança que abafaba. Un amigo habie arranjado un disco chamado «Cantigas do Maio»: habie que oubir a las scundidas, l sonido baixico para que nun chegara a la rue. Apuis, apuis fui até siempre, inda agora cumpanhie, nunca cansada, de las lhargas biaijes de Lisboa a Sendin i a Bila Rial.
Anquanto asperaba oubir la Grândola Vila Morena, na madrugaga de 25 de Abril de 1974, ne l Depósito Geral de Adidos, tenie un nuolo tan fuorte que nun sabie an que parte de l cuorpo se me habie dado. Apuis, fui un arrebento, cumo ua nuite de foguetes de lhágrimas, cumo se aquel que «Era um Redondo Vocábulo», argolha dua cadena, se houbira spartiçado. Solo apuis dessa nuoba era lo oubi cantar algues bezes de biba boç i fui coincendo toda la sue música por uns lhados i por outros, yá que nien denheiro tenie para giradiscos i essas cousas. Tube inda que asperar muito anho para ajuntar la coleçon de las sues músicas, que cuntino a oubir nua ruodra que bai demudando.
Cun el tamien daprendi a dar balor a modas que oubie zde pequeinho, anque an mirandés, cumo aquel «Dius te guarde Rosa, / Lindo Çarafin, / Linda pastorica, / Que fazes eiqui?». I doutras nun falo, que gusto mais de oubir i, al mesmo tiempo que oubo, ir bendo ls cinemas an que ls sonidos se zróban andrento. Nun sei porquei, mas hai palabras, hai sonidos que se buolben quelobrinas de cada beç que las oubo. Nun adelantra ua pessona querer antender essas cousas, bonda oubir. I pensar, mais ua beç, que ciertas pessonas nunca se habien de morrer.
Un die, bai a fazer binte anhos este Febreiro, staba a oubir l telejornal i pónen aqueilha moda d’Outonho que manda calhar fuontes i chorar ribeiras i todo, «que eu não volto a cantar». Tamien ende you le pedi algue auga a las ribeiras i me calhei cumo las fuontes. Era 1986 i la mie bida staba a dar un bolco cumo ua campana, nun fuolego que inda mal daba seinhas d’agarrar un nuobo baláncio. Nun me dou la gana d’ir al antierro, para quedar cula eilusion de que nun se habie muorto i nun deixara de ser l que siempre fura, ua ambuça de sonidos que se sórben. Até hoije el cuntina-me a cantar, siempre cumo se fura la purmeira beç. Quando oubo las sues modas, mais do que de José Afonso, lhembra-se-me de mi. Ye ua música que m’ampurra acontra mi, zde aquel Agosto marralheiro de 1968. Nó cun suidades, mas cun gana de hoije, i de cuntinar a sonhar cun ua tierra de fraternidade. Cun música que faga bolar, nien que seia solo a cachicos, que ye un modo de un nun se sabarrar tanto ne ls tropieços de l camino.
Amadeu Ferreira (2007)
Retirado do sítio da Associação José Afonso
domingo, 18 de Outubro de 2009
Rota das Noites do Zeca | 22 de Outubro

Rota das Noites do Zeca
Música e Poesia
Quinta-feira, dia 22 de Outubro, 22h
Livraria, Atelier de Design,Café-bar,
GATO VADIO
Rua do Rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email: gatovadio.livraria@gmail.com
Org. AJA Norte, Gato Vadio, Império da Girafa
" 80 Anos de Zeca "
telefone: 22 2026016
email: gatovadio.livraria@gmail.com
Org. AJA Norte, Gato Vadio, Império da Girafa
" 80 Anos de Zeca "
sábado, 17 de Outubro de 2009
Carta de uma feminista de Barcelona
Sou Krmen Freixa, jornalista (diário gratuito 20 minutos edição Barcelona) e psicóloga. Como mulher feminista quero dar apoio à commemoración de 80 anos de Zeca. Suas palavras respeito a que a sociedade só será equitativa quando os homens caminhem junto das mulheres nas reivindicações delas, me parecem uma visão de futuro que ainda hoje muitos homens não são capazes de ter.
Zeca Afonso me parece o melhor compositor do século XX e uma das vozes mas bonitas de Portugal que sempre nos lembraran que a coerência ideologica deveria ser a base da acção de aqueles que se dedicam à política.
"de facto, os jovens por vezes não se destacam do sistema. Limitam-se a constatar que não há saídas. Essa atitude tem de ser modificada e são eles que a têm de modificar. Se for preciso partir a loiça, escavacar tudo isto, acabar com a burocracia para criar uma sociedade diferente, eles que o façam. Partam mesmo a loiça. Mas são eles que o têm de fazer. Não são os homens da minha geração. Os homens e as mulheres. Aliás, sem as mulheres não se pode fazer nada. Pressinto que, de facto, as mulheres vão ter um papel muito importante na futura sociedade, contanto que não tentem imitar os homens no que eles têm de mau..."
Zeca Afonso me parece o melhor compositor do século XX e uma das vozes mas bonitas de Portugal que sempre nos lembraran que a coerência ideologica deveria ser a base da acção de aqueles que se dedicam à política.
"de facto, os jovens por vezes não se destacam do sistema. Limitam-se a constatar que não há saídas. Essa atitude tem de ser modificada e são eles que a têm de modificar. Se for preciso partir a loiça, escavacar tudo isto, acabar com a burocracia para criar uma sociedade diferente, eles que o façam. Partam mesmo a loiça. Mas são eles que o têm de fazer. Não são os homens da minha geração. Os homens e as mulheres. Aliás, sem as mulheres não se pode fazer nada. Pressinto que, de facto, as mulheres vão ter um papel muito importante na futura sociedade, contanto que não tentem imitar os homens no que eles têm de mau..."
Zeca Afonso (1984)
Em nosso blog de cyberfeminismo http://cicatricestransgenicas.blogspot.com/
temos no final uma canção de Zeca e em muitos post poñemos ligaçoes a suas músicas, cujas letras continuan estando por desgraça de plena atualidade em um mundo de injustiças que ele tivesse seguido denunciando. Seguro E seguro, também, tivesse estado ao lado das mulheres feministas que lutamos porque nenhuma religião, nenhuma ditadura arrebate os direitos humanos a nenhuma mulher, e certamente a nenhum homem, em qualquer parte do mundo.
Graciñas, obrigada Zeca, por haver posto em música e palavras tantas reivindicações, tantas injustiças e tantos desejos e sonhos.
Apertas,
Krmen Freixa
Graciñas, obrigada Zeca, por haver posto em música e palavras tantas reivindicações, tantas injustiças e tantos desejos e sonhos.
Apertas,
Krmen Freixa
quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
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