Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Carta de Pedro Barroso


Amigos:


Como velho companheiro do Zeca aprendi muito com ele, desde a opinião, ao estar em palco, ao ritmo, ao modo de pensar a arte e a vida, até a propria humildade.

Teria centenas de histórias a contar-vos dessa vivência e ainda hoje dou por mim perguntando - que será o que Zeca acha disto?

Esqueço pouco no dia a dia que, afinal, ele já foi, porque, no fundo, ele nunca vai partir de nós todos.

Se me perguntarem a referência, a geração, o tipo de canção, o ícone de minha juventude, o paradigma da resistência e da liberdade...a resposta será sempre a mesma - o Zeca.

Exemplo de homem sincero, simples, excepcionalmente inteligente e antecipado no tempo, um homem amigo do seu amigo, irónico, solidário; companheiro de sempre com quem tive o previlégio, primeiro, de o admirar, e depois, de vir a estar tantas vezes em palco com ele.

Por isso subscrevo e estou ao dispor, dentro dos meus compromissos já agendados, para as acções que evocarem os 80 anos desse homem tão importante na minha vida.

Pedro Barroso

http://www.pedrobarroso.com/

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Vila Nova de Gaia demostra a vixencia da mensaxe de Zeca Afonso

Máis dun cento de colectivos galegos e portugueses uníronse para pór en marcha o proxecto 80 anos de Zeca Afonso. Ata o 1 de agosto de 2010 desenvolveranse toda unha serie de variadas actividades que contan co obxectivo común de homenaxear ao cantautor portugués. Unha desas propostas celebrarase a vindeira semana, o venres 6 de novembro, en Vilanova de Gaia, onde actuarán os músicos José Luís Guimares, José Silva, Tino Flores e Ana Ribeiro. Esta última artista pasou polos micrófonos de Radiofusiòn e destacou que “as mensaxes do Zeca son cada vez máis importantes”.
Segundo as palabras de Ana Ribeiro, ao tributo do día 6 acáelle mellor a denominación de “sesión de intervención” que a de “concerto”. Parafraseando a José Mário Branco, a cantante portuguesa defendeu en Radiofusiòn que “a cantiga é unha arma” e, como tal, conta cun gran poder de mobilización social.
O programa 80 anos de Zeca Afonso atópase aberto á participación. Todos aqueles colectivos que queiran adherirse ao proxecto ou promover iniciativas relacionadas co cantautor portugués poden facelo a través do blog http://80anosdezeca.blogspot.com.

Ouvir a entrevista através do link do blogue da Associação José Afonso (clique aqui)

Domingo, 25 de Outubro de 2009

Audição: "Dançando Zeca" 80 Anos de Movimento - Aveiro

Desde há muito que desejo trabalhar em torno da música de José Afonso. O que me atrai na sua obra é a multiplicidade de universos musicais que abrange: do fado ao canto popular. Isso abre-me várias possibilidades ao nível da coreografia e da encenação. José Afonso é uma personagem controversa, mas esse é mais um factor de atracção, pois as minhas coreografias também têm suscitado polémicas.
A comemoração do octogésimo aniversário do nascimento de José Afonso será o meomento de levar a cabo um projecto que ganhou pernas com o desafio lançado pelo Eduardo, numa mesa de café em Aveiro. Unimo-nos ambos em torno desse ícone Português, e no espírito da canção “traz um amigo também”, a Produções Aleatórias uniu-se a Tempos e Eventos. Eduardo e Cristina deram os primeiros passos para a concretização desta ideia que já me habitava.
Este projecto porá em ressonância o hip-hop, a encenação contemporânea, as artes de rua e a música de José Afonso, além de ser um momento de encontro entre França e Portugal, permitindo a partilha de duas visões da dança e favorecendo o sempre frutuoso intercâmbio cultural.
O trabalho será realizado com base na vida e obra de José Afonso e será levado a cabo por mim, na qualidade de coreógrafo e por dois bailarinos franceses que serão também assistentes da coreografia. Serão feitas audições a bailarinos portugueses de modo a encontrar quatro ou cinco que integrem o projecto a desenvolver colectivamente. Haverá ainda master classes técnicas e artísticas abertas ao público e aos estudantes e professores de música de Aveiro.
O resultado final, que constituirá a primeira parte de um projecto maior intitulado Água Salgada, será apresentado sob a forma de espectáculo em vários espaços.
Com a Produções Aleatórias, a Tempos e Eventos e outros “amigos também”, seremos muitos, unidos pela arte, a prestar a tão merecida homenagem a Zeca Afonso.
Alcides Valente
Tirado daqui: coffeepaste

"Rota das Noites do Zeca", foi na 5.ª feira





Rota das Noites do Zeca
Música e Poesia
Livraria, Atelier de Design, Café-bar,

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Rua do Rosário, 281 – Porto
Telefone: 22 2026016



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Império da Girafa " 80 Anos de Zeca "

Sábado, 24 de Outubro de 2009

"Eu sou o meu próprio comité central"


Iniciamos hoje a inclusão de uma série de seis vídeos - dois de cada vez - de um programa da RTP 2 sobre Zeca Afonso, passado em 2008, n' "As Noites da 2" e com o título específico "Especial Zeca Afonso".
É trabalho bem realizado, em que ficam registos e depoimentos sobre a vida e a obra de uma figura tão fascinante como era (é!) o nosso Zeca.
Vale a pena ver e ouvir.

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Carta das Astúrias, de Santiago Cuervo

Hola.
En primer lugar quiero felicitaros por esta excelente iniciativa, que homenajea y reivindica la figura de Zeca, por el que siento tanta admiración.
Os escribo desde Asturies para comunicaros mi intención de sumarme a este hermoso proyecto, desde el programa de radio que dirijo " Repicandu", en Onda Peñes, una pequeña emisora local situada en la localidad de Luanco que representa a la Mancomunidad del Cabo Peñas, conformada por los concejo de Gozón y Carreño.
Desde mi modesto programa que hago de forma amateur y desinteresada, con el único interés de dar a conocer la música tradicional y folk, tan necesitada de espacios en los medios de comunicación, deseo dar a conocer la obra y la figura de José Afonso al que considero uno de los cantores y músicos populares más grandes de la historia. Por ello, y con la intención de aportar un granito de arena a este proyecto, desde las limitadas posibilidades de una emisora local,- que aunque emite por internet y llega al menos a la mitad de la población de la Comunidad Autónoma Asturiana, es una pequeña radio-,he incluido una sección fija en Repicandu dedicada a Zeca, que aunque no llegará a Agosto de 2010, lo hará hasta Junio, cuando cambie la programación y comience la de verano, estación en la que Repicandu se toma vacaciones.
Como os he dicho el programa lo hago de forma aficionada, ya que sólo es un hobby para mí, y la música popular una pasión,- al igual que Portugal, donde suelo ir siempre que puedo al menos una vez al año, aunque sea de fin de semana-, me dedico a otros menesteres para ganarme el pan, por lo que el programa se emite quincenalmente.
Repicandu se escucha en internet en http://www.gaxarte.com/, en la sección fonoteca se puede escuchar durante la emisión o en cualquier otro momento además se puede descargar.
El programa se hace en Asturiano que es la lengua de esta tierra y hermana del Mirandés.
Me despido con un saludo fraternal y la enhorabuena por el proyecto.
¡ VIVA JOSE AFONSO!
Salud

Santiago Cuervo

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Texto escrito em mirandês

Canta, que n'aide t'afronta


Miu armano, arrimado a dous anhos apuis de haber ido a salto, bieno de França ende por 1968. Stá eiqui stá a fazer quarenta anhos. Era un tiempo an que ls suonhos se dezien an francés i l mais grande einfierno se chamaba Guerra de l Oultramar, que solo algo apuis daprendi que era ua guerra quelonial. Quien stubira fuora i nun benisse a apersentar-se pa la guerra era dado cumo zertor i lhougo preso s’atentasse a poner pie na sue tierra. Stranha pátria que ampuntaba ls sous filhos pul mundo a saber de la bida i los oubrigaba a benir para s’antregáren a ua guerra que naide antendie para que serbie i de que se scapaba quien podie. Un tiempo de bergonha, assi me lhembro del.
Bieno miu armano, i todo quanto trouxo cun el de França fui ua bicicleta de mudanças, un giradiscos i arrimado a ua dúzia de discos. Agosto corrie, marralheiro, yá cula trilha feita, i sobraba l tiempo para oubir aqueilhas modas a que ls mius oubidos nunca habien podido chegar. Nien sei cumo l disco nun se gastou d’oubir tanta beç «Os Vampiros», «Menino do Bairro Negro» i «No lago do Breu», modas dun tal José Afonso, de que nunca oubira falar. Un die, l disco scachou-se, mas las músicas yá las habie grabado de las cantar tanta beç. Assi i todo, solo le tornei a oubir la boç yá an 1972, nua Bergança que abafaba. Un amigo habie arranjado un disco chamado «Cantigas do Maio»: habie que oubir a las scundidas, l sonido baixico para que nun chegara a la rue. Apuis, apuis fui até siempre, inda agora cumpanhie, nunca cansada, de las lhargas biaijes de Lisboa a Sendin i a Bila Rial.
Anquanto asperaba oubir la Grândola Vila Morena, na madrugaga de 25 de Abril de 1974, ne l Depósito Geral de Adidos, tenie un nuolo tan fuorte que nun sabie an que parte de l cuorpo se me habie dado. Apuis, fui un arrebento, cumo ua nuite de foguetes de lhágrimas, cumo se aquel que «Era um Redondo Vocábulo», argolha dua cadena, se houbira spartiçado. Solo apuis dessa nuoba era lo oubi cantar algues bezes de biba boç i fui coincendo toda la sue música por uns lhados i por outros, yá que nien denheiro tenie para giradiscos i essas cousas. Tube inda que asperar muito anho para ajuntar la coleçon de las sues músicas, que cuntino a oubir nua ruodra que bai demudando.
Cun el tamien daprendi a dar balor a modas que oubie zde pequeinho, anque an mirandés, cumo aquel «Dius te guarde Rosa, / Lindo Çarafin, / Linda pastorica, / Que fazes eiqui?». I doutras nun falo, que gusto mais de oubir i, al mesmo tiempo que oubo, ir bendo ls cinemas an que ls sonidos se zróban andrento. Nun sei porquei, mas hai palabras, hai sonidos que se buolben quelobrinas de cada beç que las oubo. Nun adelantra ua pessona querer antender essas cousas, bonda oubir. I pensar, mais ua beç, que ciertas pessonas nunca se habien de morrer.
Un die, bai a fazer binte anhos este Febreiro, staba a oubir l telejornal i pónen aqueilha moda d’Outonho que manda calhar fuontes i chorar ribeiras i todo, «que eu não volto a cantar». Tamien ende you le pedi algue auga a las ribeiras i me calhei cumo las fuontes. Era 1986 i la mie bida staba a dar un bolco cumo ua campana, nun fuolego que inda mal daba seinhas d’agarrar un nuobo baláncio. Nun me dou la gana d’ir al antierro, para quedar cula eilusion de que nun se habie muorto i nun deixara de ser l que siempre fura, ua ambuça de sonidos que se sórben. Até hoije el cuntina-me a cantar, siempre cumo se fura la purmeira beç. Quando oubo las sues modas, mais do que de José Afonso, lhembra-se-me de mi. Ye ua música que m’ampurra acontra mi, zde aquel Agosto marralheiro de 1968. Nó cun suidades, mas cun gana de hoije, i de cuntinar a sonhar cun ua tierra de fraternidade. Cun música que faga bolar, nien que seia solo a cachicos, que ye un modo de un nun se sabarrar tanto ne ls tropieços de l camino.



Amadeu Ferreira (2007)

Retirado do sítio da Associação José Afonso

Domingo, 18 de Outubro de 2009

Rota das Noites do Zeca | 22 de Outubro



Rota das Noites do Zeca


Música e Poesia


Quinta-feira, dia 22 de Outubro, 22h

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Rua do Rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email: gatovadio.livraria@gmail.com


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" 80 Anos de Zeca
"

Sábado, 17 de Outubro de 2009

Carta de uma feminista de Barcelona

Sou Krmen Freixa, jornalista (diário gratuito 20 minutos edição Barcelona) e psicóloga. Como mulher feminista quero dar apoio à commemoración de 80 anos de Zeca. Suas palavras respeito a que a sociedade só será equitativa quando os homens caminhem junto das mulheres nas reivindicações delas, me parecem uma visão de futuro que ainda hoje muitos homens não são capazes de ter.
Zeca Afonso me parece o melhor compositor do século XX e uma das vozes mas bonitas de Portugal que sempre nos lembraran que a coerência ideologica deveria ser a base da acção de aqueles que se dedicam à política.

"de facto, os jovens por vezes não se destacam do sistema. Limitam-se a constatar que não há saídas. Essa atitude tem de ser modificada e são eles que a têm de modificar. Se for preciso partir a loiça, escavacar tudo isto, acabar com a burocracia para criar uma sociedade diferente, eles que o façam. Partam mesmo a loiça. Mas são eles que o têm de fazer. Não são os homens da minha geração. Os homens e as mulheres. Aliás, sem as mulheres não se pode fazer nada. Pressinto que, de facto, as mulheres vão ter um papel muito importante na futura sociedade, contanto que não tentem imitar os homens no que eles têm de mau..."
Zeca Afonso (1984)
Em nosso blog de cyberfeminismo http://cicatricestransgenicas.blogspot.com/
temos no final uma canção de Zeca e em muitos post poñemos ligaçoes a suas músicas, cujas letras continuan estando por desgraça de plena atualidade em um mundo de injustiças que ele tivesse seguido denunciando. Seguro E seguro, também, tivesse estado ao lado das mulheres feministas que lutamos porque nenhuma religião, nenhuma ditadura arrebate os direitos humanos a nenhuma mulher, e certamente a nenhum homem, em qualquer parte do mundo.

Graciñas, obrigada Zeca, por haver posto em música e palavras tantas reivindicações, tantas injustiças e tantos desejos e sonhos.

Apertas,
Krmen Freixa

Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Esta sexta feira, dia 16, no Clube Literário do Porto

O Clube Literário do Porto preparou um programa que irá recordar Adriano Correia de Oliveira na próxima sexta-feira, dia 16, data em que se completam 27 anos após o falecimento do cantor.

Viriato Teles reedita "As Voltas de um Andarilho"


Vinte e seis anos após o primeiro esboço em forma de caderno de reportagem e dez decorridos sobre a primeira publicação no formato actual, As Voltas de um Andarilho está de regresso, em versão corrigida e actualizada, com a chancela da Assírio & Alvim.

Esta nova edição do livro de Viriato Teles sobre a figura ímpar de José Afonso estará nas livrarias a partir de finais de Outubro de 2009 e inclui vários textos novos e uma completíssima discografia das versões de temas de Zeca por outros intérpretes.

Sábado, 10 de Outubro de 2009

Editado cartaz do Zeca Afonso

Dentro das actividades que a Gentalha está a promover junto com outros colectivos galegos e portugueses, insire-se a ediçom deste cartaz que será distribuido de graça desde o nosso centro social.


O José Afonso é, para a maioria de galegos e galegas, o mais conhecido cantor de intervençom português. Em Portugal, esta figura representa o compromisso em estado puro com a transformaçom social através da música. Dum lado e outro da raia, a qualidade das suas músicas e poemas é celebrada com entusiasmo, e muitas bandas contemporáneas versionam as suas cançons quase 25 anos depois da sua morte. Pouca gente sabe, no entanto, que também foi um grande amigo Galiza. O José Afonso assumiu o papel de um duplo embaixador de luxo, da Revoluçom dos Cravos aquém Minho e da causa galega além Minho, onde dizia estar "farto de explicar por todo o lugar que a Galiza nom é Espanha". Foi em Compostela que o Zeca tocou pola primeira vez o mítico hino ‘Grândola, Vila Morena’, e foi ele que deu a conhecer no mundo umha das mais bonitas cantigas populares galegas: ‘Achega-te a mim, Maruxa’. Em Agosto de 1985, quando já estava gravemente doente, o cantor português recebeu, no parque de Castrelos de Vigo, umha das mais emotivas homenagens que se lembram. Este ano, 80 desde o seu nascimento, voltamos a lembrar a quem nunca esquecemos.


A GENTALHA DO PICHEL (GALIZA)

"À Noite... O Zeca" na Casa da Madeira do Norte | 10 de Outubro (Sábado), 21,30 horas

Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009


Manuel Freire aderiu ao manifesto "80 Anos de Zeca".
O cantor da "Pedra Filosofal" não precisa de ser apresentado. Companheiro de Zeca, Adriano, Fausto, Vitorino, Sérgio Godinho, entre outros, é uma figura incortonável da canção portuguesa comprometida com a liberdade e o desejo de emancipação...
Manuel Freire, cantor da "Pedra Filosofal", é o actual Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).

Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Esta 4.ª feira | Mais um encontro das entidades susbcritoras do projecto "80 Anos de Zeca"

Realiza-se esta 4ª feira, dia 7 de Outubro, pelas 21h 30m no auditório do Clube Literário do Porto (Rua Nova da Alfandega nº22) novo encontro das entidades subscritoras do projecto “80 ANOS DE ZECA”.
Sendo este um projecto dinâmico que se pretende o mais partilhado possível pede-se às entidades que participem ou remetam sugestões e informações sobre iniciativas a realizar.

Saudações,
“80 anos de Zeca”

Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

José Afonso... em imagens e palavras



2 de Outubro, 6ª feira à noite!
Clube Literário do Porto... ali para os lados da Ribeira do Porto.
Um documentário da RTP - "Não me obriguem a vir para a rua gritar", outro sobre a exposição organizada por Rogério Ribeiro para "Lisboa, Capital Europeia da Cultura, 1994" e o filme "O Anúncio" realizado por José Cardoso para o qual José Afonso compôs originalmente a música "Vejam Bem".
No final, o escritor José António Gomes comentou os filmes e lançou a discussão!
Foi mais uma noite boa...mais uma noite de "80 ANOS DE ZECA".

Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

ACERT de Tondela associa-se aos "80 Anos de Zeca"

Caros Amigos

A ACERT de Tondela, não poderia deixar de se associar a esta iniciativa que pretende celebrar a aquele de quem, bebemos a força para levar por diante o nosso projecto.
Os nosso sonhos de liberdade, igualdade, fraternidade e alegria, foram antes de mais sonhados através das músicas do Zeca.
Dentro em breve vos enviaremos a nossa programação relativa a esta celebração.
Um abraço

Miguel Torres

Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

"80 Anos do Zeca" anunciado no sítio da Radiofusión (Galiza)

O programa de actos finalizará en agosto do 2010
José Afonso naceu o 2 de agosto de 1929. Como queira que neste 2009 cumpriría 80 anos, máis de 100 entidades de Portugal e Galiza colaboran no programa 80 anos de Zeca, que pretende desenvolver todo un feixe de actividades ata o 1 de agosto do 2010 para lembrar a figura de quen foi exemplo de cantautor comprometido.

Cultura • 30/09/2009 • Autor: Henrique Sanfiz
Dentro dese programa, este venres 2 de outubro o Club Literario de Porto organiza un acto no que se proxectarán dous documentais sobre o Zeca Afonso. Trátase de "Não me obriguem a vir para a rúa gritar" da RTP e "Jose Afonso, poeta, andarilho e cantor" de Rogerio Ribeiro. José António Gomes comentará as proxeccións a partir das 21,30 horas.

O escritor galego Vicente Araguas lembra no seu libro Voces Ceibes como coñeceu a Jose Afonso en Santiago de Compostela en 1972:

Viña co seu despiste crónico, o seu eterno aire de profesor despistado. O público foi entrando pouco a pouco na estética do cantante fadista sen fado. Primeiro, sorprendido Logo, admirado. Ao fin, con entusiasmo. Sorpresa polo contido das cancións, fortes e directas sen necesidade das palabras chave (democracia, liberdade,etc ) para facer choutar os aplausos. Admiración , xa que no escenario había un artista que posuía toda a calidade do mundo e estaba alí pousándoa nos oídos do acendido auditorio. ¡Que lonxanos agora os cantantes protesta de guitarrillo e patacón! Entusiasmo, en fin, pois que José Afonso pechaba o recital cunha canción que, se non recordo mal, estreaba aquela noite, pedíndolle ao público (ou tal vez fose un feito espontáneo) que fixese o coro en pé e collidos das mans. Esa canción era “Grándola, Vila Morena”, motor de arranque da chamada revolución dos caraveis que ardería en Portugal dous anos despois.

VICENTE ARAGUAS. Voces Ceibes. Edicións Xerais de Galicia. Vigo. 1991.