Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Patxi de Andion aderiu aos "80 Anos de Zeca"


Recebemos de PATXI ANDION, El maestro e de origens bascas, a seguinte mensagem de adesão ao manifesto "80 Anos de Zeca":

Querido Paulo, gracias por tu correo. He visto el manifiesto y por supuesto que contáis con mi adhesión al mismo. Si hiciera falta la firma física, me lo dices para enviaros una escaneada.

Salud y suerte

Patxi

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Missiva

Após algumas reuniões, ficou finalmente decidido como a nossa escola poderá participar na homenagem a José Afonso.
Assim, os alunos do 2º ciclo debruçar-se-ão na exploração da obra de José Jorge Letria, Zeca Afonso - Andarilho da Voz de Ouro. Esta actividade pretende culminar com uma exposição dos trabalhos dos alunos e gostaríamos que contasse com a visita do autor e da ilustradora da obra.
Os alunos do 3º ciclo também farão uma leitura, em sala de aula, da referida obra. Por outro lado, ao longo do ano lectivo, sempre que for possível, introduzir-se-á na exploração dos conteúdos programáticos, textos diversos sobre Zeca Afonso (notícias, entrevistas, poemas, etc).
Por altura do 25 de Abril, como já tem vindo a ser habitual na nossa escola, um grupo de professores percorre as salas cantando canções alusivas à data que se comemora. Este ano será dada uma especial relevância às canções de Zeca Afonso.
Contamos também com a biblioteca da escola para ver exposta informação de interesse e trabalhos dos alunos sobre o homenageado.
Finalmente, no final do ano lectivo, porque a Associação de Pais se mostrou aberta a esta iniciativa da escola, pretendemos organizar um espectáculo musical (provavelmente na Escola Dramática de Valbom) com a participação de um grupo local, professores e alunos.

Estas são as iniciativas que pretendemos, de acordo com os meios disponibilizados, desenvolver ao longo do ano lectivo.
(...)

Saudações.
As professoras da Escola Básica de Valbom:
Anabela Luzio e Maria do Carmo Pires

Dois documentários sobre Zeca Afonso | Clube Literário do Porto | 2 de Outubro

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Domingo, 27 de Setembro de 2009

Mensagem

É com o maior prazer que vos peço para me aceitarem como subscritor individual do Manifesto dos 80 anos do Zeca.
Quando entrei na Universidade de Coimbra, em 1955, desencontrei-me com o Zeca por poucos anos. Mais tarde, conheci-o mas, por pena minha, nunca profundamente como gostaria.
Gostaria outrossim de receber informações sobre o decorrer do projecto. Se precisarem de algo de Londres, ou mesmo da Gra- Bretanha, estou à vossa disposição.
As melhores saudações.

Antonio Fernandes-Vidal (Londres – Reino Unido)

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

"Claro e escuro, mas não a preto e branco" (1), por Elfriede Engelmayer (2)




Toda a verdadeira obra de arte está sujeita à acção do tempo, que se encarrega de a lapidar até ela revelar o seu valor intemporal. Por isso, muitas vezes, quando um artista morre, entra numa espécie de limbo. Os que partilharam os problemas sociais e políticos a que ele deu expressão ficam ligados, também emocionalmente, a essa obra. Mas às gerações mais novas - e tendo em conta, como é óbvio, os vinte anos que já passaram sobre a morte do Zeca - falta essa vivência, essa referência. Paradoxalmente, para se descobrir e redescobrir o que a obra de José Afonso realmente significa para Portugal, ainda é preciso algum tempo e, sobretudo, trabalho. Um trabalho que o leve aos mais novos, às escolas, que ultrapasse de longe (mas sem o ignorar!) o conhecimento rudimentar de algumas das canções mais populares, que o valorize não só como músico genial, mas também como poeta e artista que, como poucos, se soube renovar ao longo das décadas e demonstrou uma sensibilidade sismográfica em relação aos problemas do seu tempo. Ou seja: um trabalho de memória que não o transforme numa múmia, um trabalho científico que não o aprisione em grelhas interpretativas, um trabalho pedagógico que não o torne numa chatice. Uma festa viva, plural, tumultuária.
Há quem diga que o Zeca foi um gigante. E, de facto, essa coincidência rara do criador musical com o poeta e intérprete já em si o torna numa figura de excepção. Mas os que o conheceram gostariam com certeza de lembrar mais um dos seus dons que atravessa todos os outros aspectos da sua vida. Falo da sua pureza humana (não confundir com ingenuidade). Ele soube não esconder a criança que existia em si, não rasurar medos, e por isso não criar muros entre si e os outros. Essa parece-me a fonte da sua sensibilidade e solidariedade, do seu sentido de justiça. E essa também é uma das razões por que a sua obra, depositária da sua dimensão humana, sobreviver quando já nenhum dos que conviveram com ele esteja vivo.
Ao olharmos de perto os textos líricos de José Afonso, há os que parecem simples, mas poucas vezes o são, (como exemplo mais conhecido, "Grândola, vila morena") e cuja pretensa simplicidade vem do facto de serem facilmente cantáveis. Outros, herméticos, que, além de nos exigirem o conhecimento das circunstâncias em que nasceram, também do ponto de vista musical só dificilmente são assimiláveis, como por exemplo "Era um redondo vocábulo". E ainda há os muitos outros, não musicados, quase desconhecidos, à espera de reconhecimento por parte de uma crítica literária preconceituosa para a qual a rotulagem de José Afonso como cantor político serve de motivo para o ignorar como poeta.
Alguns dos seus textos, inspirados em formas populares, de facto parecem simples. Mas será que a poesia popular alguma vez foi simples? Para prova em contrário basta a leitura atenta dos Cancioneiros. E basta também pegar num dos poemas do Zeca, de cariz mais popular, para percebermos a sua mestria formal e densidade poéticas. Cito, a título de exemplo, a "Canção de embalar" do LP Cantares do andarilho (1968):


Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber ser p'ra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvir s cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu'inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer



Essa densidade que acabei de referir deve-se ao uso, nas quatro estrofes com versos de nove sílabas, à chamada técnica de leixa-pren que retoma elementos do último verso de uma estrofe para os integrar e alargar no primeiro verso da estrofe seguinte. Assim nasce um tecido textual em que o fim do poema remete outra vez para o início. A voz do adulto tem a função de sossegar a criança, de a acompanhar na sua viagem para o sono, mas ao mesmo tempo as imagens poéticas ganham uma autonomia e grandeza que ultrapassam a compreensão do menino. A estrela d'alva, visível ao amanhecer, é o planeta Vénus, também denominada de estrela da tarde, visível ao cair da noite. É a ela que o cantor delega a protecção da criança e, por ela ainda não ter aparecido, a substitui. Mas essa substituição , ao nível do texto, é dupla. Outra estrela tomar o lugar da estrela d'alva na ausência dessa, porque a criança, para não se sentir abandonada na noite, necessita, se não da luz concreta e real, pelo menos da ideia da permanência. Por isso, a voz do cantor evoca as trovas e cantigas, pondo todo o universo nocturno ao serviço do menino e colocando-o numa espécie de redoma para que nada de mal lhe possa acontecer. Ao prometer a estrela para a manhã seguinte ele garante a restituição da ordem visível em que a criança se move.
A estrela d'alva é o elo entre a noite e a manhã, a maior estrela no céu na perspectiva humana, mas no fim do poema o cantor torna-a pequena, à dimensão da criança, para a integrar no seu mundo infantil, tal como procede com a noite, transformada em menina cansada.
A singular beleza desta "Canção de embalar" reside na sequência das suas imagens, em que o ponto de partida é o menino pequenino, para depois evocar o universo todo e, no final, reduzi-lo ao tamanho de uma criança: um acto de amor transformado em cantiga.
Num texto lírico não musicado, "Fui ontem ao Norte", que deve ter sido escrito nos anos que precederam o 25 de Abril, ou seja, em proximidade temporal com a "Canção de embalar", o tema da opressão política invade a linguagem poética e torna-a hermética.

Fui ontem ao Norte
era ainda cedo
guizos tremiam numa feira de gado
Caras extintas por dentro
Caíam das janelas
Perguntei se era ali
a batina do cacique
a mentira das reses
nos açougues
Ao longo da torreira
Cresciam as uvas
De súbito
fechei os olhos
Sons estridentes
rompiam as paredes
Duma casa em ruínas
A suástica luzia
num círculo
de sinais obscuros
Como a morte
Fez-se noite
Ergui o punho
À onda que passava


À primeira leitura, o poema parece "contar" um incidente numa aldeia algures no norte do país em que a irrupção dos sinais do fascismo contradiz uma aparente calma e pacatez. No entanto, deste o início do texto o tom é tudo menos idílico, porque não existe voz humana a acompanhar o tinir alegre dos guizos, e as "caras extintas por dentro" acusam uma ameaça não expressa. O único ser humano que fala é o elemento que vem de fora, o "eu lírico", um intruso que ousa fazer perguntas acerca do cacique (de batina...) e do gado que vai ao engano para o açouge, uma provocação a que ninguém responde.
E é exactamente neste momento que o texto passa para um nível diferente. Porque, como é que se exprime, em palavra poética, o que não é expresso em palavras? Como se torna visível a indesmentível verdade da opressão? José Afonso opta por um paradoxo. Ao fechar os olhos, como se fosse no negativo de uma fotografia, o que estava oculto sobressai iluminado na sua mente. Sons estridentes sobrepõem-se aos guizos, e a suástica fala mais alto do que o silêncio das caras extintas. Esta imagem é tão forte que inverte as leis da natureza, porque, de repente, a morte ensombra a manhã transformando-a em noite. O punho erguido, sinal de resistência, surge no fim do poema como única resposta possível, não verbal, a uma realidade em que a palavra desapareceu, uma imagem tanto mais expressiva se considerarmos as muitas outras imagens de resistência na poesia de José Afonso. Nomeadamente nos textos musicados, ele invoca a própria cantiga ou a voz do cantor como portadoras de esperança e da vontade de continuar a luta. Mas neste poema, a lógica textual exclui a voz audível como contraponto ao silêncio opressor. A imagem fica: "No pasaran!"
Os dois poemas que escolhi - e que, recordo, terão sido escritos num arco temporal muito fechado - revelam uma fascinante contradição. O primeiro, ao anoitecer, é um texto luminoso. O segundo, à torreira do sol, é um texto ensombrado (não sei se não deveria antes dizer assombrado). Na sua dimensão poliédrica, está neles presente o cunho inconfundível do autor, o seu DNA. E só me resta esperar que as entidades que procuram identificar o genome literário sejam mais rápidas do que as suas congéneres na biologia - que se vão agora dedicar ao cavalo (animal que aliás muito prezo).

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1) Este texto foi retirado do sítio da AJA http://www.aja.pt
Foi escrito para o debate "José Afonso, a obra poética", integrado na iniciativa "Com José Afonso, 20 anos de caminho", organizada pela AJA-Norte (Núcleo da Associação José Afonso) e o Clube Literário do Porto. Porto, CLP, em 16 de Fevereiro de 2007)
2) Elfriede Engelmeyer nasceu em Viena, Áustria. Frequentou a Universidade de Viena, onde se doutorou com uma tese sobre as canções de José Afonso. Colabora regularmente na revista berlinense Tranvía. Tem trabalhado e publicado em torno de literatura de mulheres e literatura contemporânea portuguesa, além de ter assinado numerosas traduções. É leitora na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em 1999, publicou o livro José Afonso, Poeta, um ensaio pioneiro sobre a obra poética do cantor português.

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Último concerto de José Afonso | Coliseu do Porto, 25 de Maio de 1985

Bilhete

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Recibo da SPA - Sociedade Portuguesa de Autores.

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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Apelo à participação

Sendo este blogue um espaço referente à concretização do projecto “80 Anos de Zeca”, subscrito por mais de 70 entidades colectivas e por mais de 150 cidadãos, seria desejável uma maior participação dos subscritores nesta “janela” aberta a todos, com textos, desenhos, links, que traduzam opiniões, depoimentos, poemas, canções, fotos e desenhos, divertimentos até - tudo o que se relacione com o nosso Zeca e com este projecto, que, tendo dado início em 2 de Agosto passado, decorre até 1 de Agosto de 2010, para já, em Portugal e na Galiza.
Intervenham! Mandem “coisas”, que são publicadas, para o nosso mail:

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Rascunho de "Um novo cantar de amigo"


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Sábado, 19 de Setembro de 2009

Comentário do sócio mais novo da AJA...com apenas 7 meses!

Abril 2009 - Kiko com 3 meses



Olá!

Sou o Kiko, tenho 7 meses e sou sócio da Associação José Afonso desde o dia que nasci.

"Conheço" o Zeca desde antes de ter nascido. A sua música sempre chegou onde eu estava, em CD ou nas vozes da AJAnorte.

Quero continuar a ouvir e conhecer cada vez mais enquanto cresço. Um dia hei-de agradecer-vos e mostrar o meu orgulho em fazer parte desta "família".

Por tudo isto e muito mais, subscrevo o manifesto

FRANCISCO SALABERT - PORTO

Beijinhos

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

A um trovador

(Ao José Afonso, no dia em que, estando eu
atrás das grades, o vi entrar, sob prisão em, Caxias)

Apagou-se uma estrela e logo
uma canção perfurou o silêncio.
Assim, semeemos a noite de canções
para que as estrelas não durmam.

E é por isso que eu te exorto,
trovador de árias amargas,
a arrancar da viola os acordes
da tua inquietação.
Tudo o que bulir dentro de ti,
amor, revolta, espanto, saudade,
dores, esperanças, raivas e certezas,
são essas as munições
que armam a canção.

Empunha a tua voz
e investe contra o ódio
que se tornou muralha.

Canta!
Nos postigos da fome ou nos portais do frio,
nas esquinas dos ventos traiçoeiros
ou nos cais onde plangem as distâncias
há sempre uma canção
que, dentro de ti, espera.
Nas vozes caladas pelos silvos das fábricas
ou entre os medos que uivam nos pinhais
há canções, à espreita, para ti.

Canta!
Desprende a tua voz pelos espaços.
Se te mandam calar, tu não te cales!
Se a guitarra te quebram
os ecos saberão
acompanhar o teu canto.


Canta, trovador!

Mesmo se te algemarem,
a canção voará
em estilhas de revolta e sóis de esperança.

Canta!

Se te esmagam a voz,
os teus olhos continuarão
a disparar canções
para além da mordaça.

Canta!

Se quiserem matar-te,
nem mesmo assim te cales
– milhões de vozes cantam já contigo.

Canta, mesmo que te matem!


(Prisão de Caxias, Maio de 1973)

Carlos Domingos

Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

"5 minutos de Zeca" na Cadeira de Van Gogh

Nascida em Abril de 2008 na cidade do Porto, esta associação cultural tem como objecto “o desenvolvimento de actividades culturais, nomeadamente a promoção de cursos ou oficinas práticas de diversas áreas de expressão, a realização e promoção de eventos culturais, a divulgação do trabalho dos seus associados na área da cultura, tanto a nível interno como a nível externo" sendo integrante, desde o seu início, do projecto "80 ANOS DE ZECA".

...na Rua do Morgado de Mateus, nº 41 às quintas, sextas e sábados , entre Agosto de 2009 e Agosto de 2010, pelo menos durante cinco minutos...cantará, por lá, o Zeca!

Apareçam...e surpreendam-se...

Por trás daquela janela

Belíssima canção de aniversário, dedicada por José Afonso a Alfredo Matos, quando se encontrava preso pela PIDE.
No dia 25 de Abril de 1974, foi retirada rapidamente do baú das canções proíbidas e passada largas vezes na rádio, como forma de encorajar os militares sublevados a libertar os presos políticos.
Foi a minha canção preferida do dia.
(AF)

Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

"Império da Girafa" propõe...

clique na imagem para ampliar

Concurso sobre Zeca Afonso (JN)

Recorte do JN

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Homenagem a José Afonso - Grupo Poético de Aveiro, 12 de Setembro | Passeio pela ria

O Grupo Poético de Aveiro faz da leitura dos poemas de José Afonso a sua homenagem ao trovador da inquietação, nascido nesta cidade.
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Depois da comemoração de 2 Agosto no CETA, a nossa Associação continua a celebrar a memória do poeta cantor.
No dia 12 de Setembro, numa acção de parceria com a Livraria Buchholz, o Grupo Poético de Aveiro espalhou pela cidade a poesia de José Afonso.
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O feitiço da ria, das luzes, dos moliceiros e o calor das vozes criaram um ambiente poético que os participantes e espectadores nunca irão esquecer.
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Continuamos a festejar o poeta da liberdade.
Todos os dias.
(Fotos de Teresa Soares)

É hoje!..."Encontro das entidades subscritoras do Manifesto 80 ANOS DE ZECA”

HOJE, 2ª feira, pelas 21h 30 minutos
realiza-se, no AUDITÓRIO DO CLUBE
LITERÁRIO DO PORTO
(Rua Nova da Alfandega, n.º 22, Porto)
o terceiro encontro das entidades que,
até agora, subscreveram este projecto
e o respectivo MANIFESTO.
Este encontro, à semelhança dos dois
anteriores é aberto a outras entidades
ainda não subscritoras
que nele queiram participar.
Por isso, compareçam e tragam
mais ideias!

Projecto "80 ANOS DE ZECA"

Sábado, 12 de Setembro de 2009

Mais uma adesão que chega da Galiza

Radiofusión (rede de emisoras municipais galegas) adere-se ao Manifesto e ás actividades que se promovan arredor do projecto 80 anos de José Afonso. Reconhecemos o compromiso de José Afonso sempre en contra da inxustiza, sempre a prol da igualdade. A súa lembranza sínte-se especialmente na Galiza.


Uma saudaçao
Henrique Sanfiz
Secretario da asociación Emisoras Municipais Galegas
Director de Radiofusión
www.radiofusion.eu

Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

"A poesia saiu à rua num dia assim"















José Afonso esteve presente, ali de "corpo inteiro", na fachada do edifício do CLP - Círculo Literário do Porto (lugar mítico dos versos interligados com música trespassando pelos vidros das amplas janelas, donde se veêm salas bem iluminadas).
Foi ontem, dia 10, à noite, ali para os lados da Ribeira, depois de um dia calor abrasador.
A brisa vinha, desta maneia, na voz e nos versos dos que iam entoando Zeca - "homem igual por dentro, homem igual por fora". Estava, como dissemos, de "corpo inteiro", de alma nua e pura, espargindo cravos e músicas por pessoas de diversas gerações; umas de pé, outras sentadas à mesa na esplanada do passeio... Ali, na Rua Nova da Alfândega.
Passavam homens e mulheres com poemas nas mãos, e, conforme a vontade de cada um, soltavam-se palavras, gritavam-se os versos, pela brisa da noite - qual canção de embalar para nos devolver a esperança de dias mais felizes.
E foi desta forma que a poesia saiu à rua numa noite assim - num dia assim; uma iniciativa integrada no projecto "80ANOSDE ZECA".

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Casa da Música no projecto "80anosdezeca"


"Na sequência da tomada de conhecimento do Manifesto "80 Anos de Zeca", a Casa da Música vem comunicar a sua disponibilidade para aderir a este projecto que pretende celebrar a obra e a vida de José Afonso"
(assinatura)

Assim é que é falar!

“Informamos que o entusiamo já deu frutos, a nossa ideia em dar voz ao vosso manifesto está já a decorrer em estreita parceria entre o FEEDBACK MUSICA e os músicos do MOVIMENTO ALTERNATIVO ROCK.
Em breve daremos mais indicações.
A nosso homenagem está organizada da seguinte forma:
"VENHAM MAIS CINCO"
5 músicas em acústico do José Afonso - interpretadas pelos músicos do MAR
5 sonetos homenagem José Afonso - autoria - Joaquim Simões
1 ilustração - autoria - Sara Franco
Obrigada, parabéns pela dinâmica e sinergias que criaram, e até breve!
Sofia Aleixo”

Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Os artistas de Portugal e da Galiza e as comemorações dos 80 anos do Zeca

CAROS AMIGOS DO PROJECTO "80 ANOS DE ZECA":

Queremos dizer-vos que fomos muito bem recebidos na Galiza.

A AJA(norte) indicou-nos o nome de um amigo, que apoiaria a iniciativa de desafiar artistas para apresentarem trabalhos de expressão plástica, sobre a figura, vida e obra de José Afonso, também na Galiza, à semelhança e em moldes similares aos que estamos levando a cabo aqui em Portugal.

O objectivo último, será o de promover exposições, na nossa galeria e na da Galiza, com as obras integrantes desta iniciativa. Poderá haver mais do que uma exposição, consoante o número de obras apresentadas.

É também objectivo desta iniciativa, que todas as obras apresentadas por artistas Portugueses na nossa galeria, sejam também levadas e apresentadas na galeria Galega e vice-versa.

O amigo que nos foi indicado, Francisco Pena, "velho" companheiro do Zeca ,disse que tudo faria e fez, para que esta iniciativa, tivesse o melhor sucesso.

Passamos de uma ávida cavaqueira com Francisco, para os contactos que nos permitem já neste momento, trabalhar com dados e hipóteses concretas, de concretização deste projecto.

Pela mão de Francisco, estivemos com Lito Portela, pintor e artista multifacetado de méritos e obras reconhecidas e queridas na Galiza, que nada mais nada menos, se entusiasmou de tal modo por esta iniciativa em torno do Zeca, que se dispõe a coordenar este mesmo projecto na Galiza.

De seguida e pela mão do vereador da cultura da concelhia de Cangas estivemos com Camilo Camaño Xestido, que nos abriu as mais largas portas de "acesso" a espaços com que poderemos contar, para na Galiza, nomeadamente em Cangas, lever por diante este projecto em torno de Zeca.

...vamos combinar encontrarmo-nos, para de viva voz vos dizermos do nosso contentamento e da conjugação e troca de ideias sobre os caminhos a percorrer.


Um Abraço
do "IMPERIO DA GIRAFA" para todo(a)s dos "80 ANOS DE ZECA"

Benedicto "regista" Zeca

Em Dezembro passado, Benedicto García Villar publicou a sua "Sonata de Amigos", que é um livro de registos (normalmente, designados por "memórias", mas estas tem sempre um sabor passadista!) do seu percurso de vida.
Galego e professor universitário, Benedicto é um homem de causas. Na ida década de 70 - ainda antes do 25 de Abril - procurou Zeca Afonso na casa deste, em Azeitão, tal como testemunha Zélia numa das suas entrevistas à TV da Galiza. A partir desse encontro, Zeca e Benedicto tornaram-se eternos amigos e cúmplices nas mesmas causas.
Não podia deixar de ser: o autor refere, na maior parte do livro, as passagens, as deambulações, as aventuras que ambos comungaram e partilharam.
Para além da capa do livro, reproduzimos alguns dos documentos contidos na obra e alusivos à relação com o Zeca.












Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Mais um comentário

"Quero que este meu pedido de subscrição seja considerado eterno, como eterna é a SAUDADE sentida pela figura IMORTAL, que foi e está patente na expressão colectiva e individual de todas as formas possíveis por todos - e tantos foram - os que em vida tiveram o privilégio de conviver com a sua enorme capacidade de comunicar, a sua ilimitada humanidade e, no presente, por toda a manifestação de juventude que de tantas e tão diferentes formas mantém aceso o desejo e a esperança da LIBERDADE, que o Zeca nos transmitiu.
Este é o legado que nos deixou Zeca e que nos une "em terras em todas as fronteiras... seja benvindo quem vier por bem". - O MAIS FORTE ELO QUE UNE TODOS OS POVOS VIVOS DA PENÍNSULA IBÉRICA.
Por tudo isto, todos quantos vivemos o espírito do Zeca sentimos a sua presença VIVA. E a melhor - a única forma -é levar à prática a mensagem contida nesse espírito, tornando-o assim vivo e IMORTAL Zeca, irmão amigo: estarás presente em todos os que te viveram no passado,em muitos mais,que te recordam no presente e muitos mais seremos os que perpetuaremos no futuro".

Heitor da Silva

Domingo, 6 de Setembro de 2009

Zeca Afonso, 80 anos, também de Professor


José Afonso, uma das mais importantes figuras da música portuguesa, faria 80 anos hoje, mas morreu em 1987, em Setúbal, tendo nascido em Aveiro, em 1929.
Ainda a concluir o curso na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, dedica-se à docência, a partir de finais dos anos 50, quase com 30 anos, num percurso nómada em escolas de norte a sul. Aos alunos ensinava História e Geografia, mas sobretudo vivência para que fossem pessoas e tivessem espírito crítico.Em sua memória, um excerto do poema de Jorge de Sena:

A Morte, o Espaço, a Eternidade

De morte natural nunca ninguém morreu.
Não foi para morrer que nós nascemos,
Não foi para a morte que dos tempos
Chega até nós esse murmúrio cavo,
inconsolado, uivante, estertorado,
desde que anfíbios viemos a uma praia
E quadrumanos nos erguemos. Não.
Não foi para morrermos que falámos,
que descobrimos a ternura e o fogo,
E a pintura, a escrita, a doce música.
Não foi para morrer que nós sonhámos
Ser imortais, ter alma, reviver,
Ou que sonhamos deuses que por nós
Fossem mais imortais que sonharíamos.
Não foi...

(…)

Jorge de Sena
Publicada por Miguel Loureiro (02-08-09) in “ Sala dos Professores”
www.saladosprofessores.com/index.php?..

Venha + 1

"Eu quero, com muito gosto, comoção e saudade, subscrever o Manifesto pelo Zeca".

Manuela Goucha Gomes (Lisboa)

Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Venham + 5

A Associaçâo "Os Carrilanos" de Campo de Bezerros
(Castrelo do Val -Ourense) adere ao manifesto pelos
80 anos do Zeca: Sempre vivo em nós."
....................................
"Por favor, assim que for possível inscrevam-me
no manifesto: Isabel Rei Sanmartim, música, Galiza
Muito obrigada e saudações!
Isabel"
....................................
"Xerardo Dasairas Valsa adere o manifesto 80 anos do Zeca:
Pessoa, cantor esquissito e militante sen igual que ainda
permanece por tudo isto e por mais, nos nossos coraçôes
galegos-portugueses."
...................................
"Desejamos subscrever o Manifesto e disponibilizar o nosso
Espectáculo A FORMIGA NO CARREIRO
(www.myspace.com/companhiademente)
Importa revitalizar a energia solidária do mais atento
e preocupado criador português neste tempo em que a
sanha canibal e egoísta volta a estar na ordem do dia!
O Elenco da Companhia DeMente
...................................
Eu quero, com muito gosto, comoção e saudade,
subscrever o Manifesto pelo Zeca.
Manuela Goucha Gomes (Lisboa)

Encontro de colectividades

No póximo dia 14 de Setembro, 2ª feira, pelas 21h 30m , no AUDITÓRIO DO CLUBE LITERÁRIO DO PORTO (Rua Nova da Alfandega, nº22) realiza-se mais um encontro das entidades que, até agora, subscreveram este projecto e o respectivo MANIFESTO.
Este encontro, tendo em conta que se trata de um projecto dinâmico, é aberto a outras entidades ainda não subscritoras e que nele queiram participar.
Por isso, compareçam!
Projecto "80 ANOS DE ZECA"

Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

As palavras solidárias que nos vão chegando...

A minha eterna adhesão ao Zeca"
Uxia Senlle (Galiza)

"Agradeço que me considerem inscrito para rememorar a figura inesquecivel do Zeca, meu amigo desde os tempos de Coimbra."
Carlos Leça da Veiga


"Ola:
Desexaria me incluirades no manifesto. Bar LiceumO Porriño, Pontevedra, Galiza Bar e local de musica ao vivo onde entre outros moitos actuaron: Joao Afonso, Uxia, Zeca Medeiros, Julio Pereira, Ne Ladeiras, Brigada Victor Jara, Sergio Godinho, Tito Paris, Filipa Pais, Gaiteiros de Lisboa, Vai na Roda, Vozes da Radio, Vitorino, ....
Temos feito tamen exposicion de Zeca Afonso en colaboracion coa Asociacion.
Agradeceria me mantivesedes informado.Unha aperta".
Paco Quintas (Galiza)


"Beijos, e saibam que em se tratando de meu amado Zeca, estamos aqui pro que der e vier!"
Luanda Cozetti de Freitas (Couple Coffee)


"A relação do Zeca com a Galiza foi muito forte".
Manoel Santos (Altermundo, Galiza)